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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

sábado, 14 de outubro de 2023

sábado, 14 de dezembro de 2013

Corpos Celestes

Minha cabeça, folha falsa
Enfio meus dedos na terra
Eis que me alcança esta quimera
Arrepiando em meu peito o que sou

Adoeço no meio de tanta gente
Indigente tudo é neste lugar
Não sobra espaço pra um carinho
Um aconchego, um abraço
Pra cuidar

E eu virando pedra
Sinto que aperta a hora
Na garganta esse ar que já mal passa
Aqui tudo pesa e tudo amarra

Tudo aqui me apavora

E se descuido por um segundo
Torno-me eu um moribundo
A vagar sem rumo sobre tantos corpos
Embaixo de tantos corpos celestes.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Viajar é Preciso

Flutuo longe, como quem busca naufragar
Distante do deserto de lamurias
Poesias e figuras
[Navegar]

Nesse desejo profundo
[Afundo]
Mergulho de olhos abertos
Vejo criaturas abissais

Quando vem rastejante o navio
Com seus escravos me salvar
Penso que já estou a salvo
Aqui mesmo
[Alto-mar]

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Grande Serpente Vaporosa


Lichias e borboletas
O céu sobre nossas cabeças
Toda delicadeza dessa vida

A Selva é deus
E sou teu agora!

Me levanto e o Sol avisa que é tarde
A Serpente branca se enrola em meu corpo
Num abraço hipnótico sua língua
Me cheira e me orbita vermelha.

Meu corpo logo se rende
Abandona a força e se torna senciente
Não quero lutar, então vou
Na garganta deslizo...

Por fim a Serpente sou eu
Somos a Terra e seu grito
Um sonho vaporoso
Enraizado em mim

A Serpente é deus
E sou teu agora!


*Gratidão todas as manhãs, a esta Natureza divina.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Explore

Explode, explode, explode
Barreira, TV, dinheiro
Individuo, ter, não dividir
Consumo, maldade, sair por cima

Explore, explore, explore
Pólen, mel, terra húmida
Língua, umbigo, joelhos
Um fio de saliva, vida

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amadurece e Avoa


Inverter o fluxo, me deixar ir onde não desaguo
Análogo, indistinguível, soprado
Vacilar no meio do meu nado
Ver a praia e apaixonar pelos seres salgados

A própria gangrenagem dessa máquina
O próprio soar desses poros
A imbecilidade e a vaidade
Na própria tinta da maquiagem
Está a cortina que divide os povos

Besta, de segunda a sexta fera
Sombra de coisa alguma
Espuma na gruta que arrefece
Desce, embebe, embrulha
Na labuta trouxa de ser coisa nenhuma

No coração da ave avoa
Meu coração atoa, avoa
Meu coração sempre perdura, sempre perdoa
A noite vem e me leva no bico
Minha alma aproa
E viro bicho

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ode à Natureza

Casa silenciosa
Ipê amarelo no céu cinza
Água fresca, o Sol de ouro justo
O cheiro de minha mãe

A Natureza divina
Árvores agarradas ao solo por amor
Um sentimento singelo nasce em mim
Pela natureza das coisas

Animais em primavera
O seio vaporoso das Matas
Este céu alaranjado
Está barriga quentinha de gato

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Unidade

...e cá estou... auto, sóbrio, firme e feliz! O prazer da calma. Da unidade.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Terra, o Homem e a Calma

Na contra mão do sonho
Busco quedar o sossego
Flecha e arco, terra e mato
Vai furar a noite e o silêncio

Meu grito de fato
Agitou uma nuvem de pássaros
Fez voar tão longe, dizível ou não
O susto que segurava na mão

Um milhão de sons ondulados
Me desfaço em paraísos quiméricos
Meus olhos fechados enxergam
Numa névoa viva me deserto

E quando por fim chego letárgico
Nos braços da Terra adormeço
Um pouco mais Homem,
Infinitamente mais Calmo

Eu trago,
E mais de mim conheço.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Brisa e o Mar

Mergulhar fundo no mar
Sentir as ondas passando acima de mim
O som no fundo
O corpo entorpecido
A natureza como meu ventre
...Tudo é do mais puro sangue divino

Inundo...
...Alago