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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

sábado, 22 de janeiro de 2022

De Profundis

Já não é mais surpresa,

Que essa mentira renasça.

Raíz tão profunda.



22/01/2022  -  10h40 

*Meu 2° Haicai.

** referência a obra homônima do Oscar Wilde.

sábado, 8 de agosto de 2020

Peso Humano

 Espelho, espelho

O que reflete?

Agora vejo nítido

A vida não é confete.


O Caos

Imparcial e indolente

Sempre selecionará

O mais valente dos valentes.


E os trouxas

Os ingênuos

Os bons

E os bestas.


Serão esmagados pelo peso

De 300 milhões de toneladas de bosta.





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Anônimo

Me comove o rastro
E este sentimento eu trago
Eu engulo com os olhos
De quem é morto de fome
E desejo a facilidade de teu nome.

Entre as pernas moles
Escorrem os passos
Espaço...
Passos...
Eu trago...

E engulo a serenidade de teu corpo
Transformo-me em organismo vivo
Zigoto
Pra Recordar mais uma vez teu rosto
Pra fenecer num sorriso moço.

Mas me condena o anonimato
De viver entre os ratos
Observando os teus passos
E morrendo do trago
Dos passos...
Espaços...
Eu trago...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Composição Poética de Pouca Extensão

Certo dia, eu em demasia
De pensamentos efusivos
Tive da vida o mais inofensivo
E tortuoso cumprimento de minha fantasia

Minha solidão invicta por destino
Estremeceu diante dos teus glóbulos
Na apoteose e nos nódulos
Despertando minha consciência pro desatino

Numa zênite enlouquecida
Da esperança mais moribunda
Onde toda desgraça oriunda
Da mais profunda ferida

Fiz dessa visão meu cilício
Guardei lancinante esperança
Como uma velha e terna lembrança
Um fatídico vicio.



*Fabricado em: 21/04/2007

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Virgilio, Virgilio, Onde Guardas Teu Filho?

Na rua quieta, sopra um vento frio
Onde os passos vagarosamente passam
Nos cantos úmidos e apagados
De uma esperança tão absurda
Onde esconde-se recatado
O pudor da vontade abstrusa.
Sentindo o cheiro de nada
Tocando coisa alguma
Receio e culpa me esperam
No fim da rua.
­­­­-Virgilio, Virgilio, onde guardas teu filho?
No charme de virgem semblante
Esconde-se homem
Na rua quieta sopro eu seu nome
Onde em curtos passos, procuro espaço.
-Marfim, Marfim, por que não olhas pra mim?
Em grandes sonhos
Sussurro e calo
Nos cantos de luxo pago
Só há encanto em Marfim.
Na rua inquieta sopra só o vento frio
-Virgilio, Virgilio, onde guardas teu filho?

(Fabricado em: 19 Janeiro de 2005)

*Breves explicações: 
  • Virgilio é o nome de uma rua da cidade onde morei (Virgilio Martins de Oliveira) 
  • Marfim, nesse texto, não se refere a  minha pessoa, mas sim a um  antigo amor platônico ao qual dedica-se. Mais tarde, adotei o nome com o complemento "Mosac" (segredo revelado, rs).