quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cabra-cega

Coisas cientificas retificam a vida. Eu vou fazendo cabana para meu amor... Eu vou chutando pedras.... Eu vou correndo no meio do mato e me perco.
Tenho os olhos vendados, todos correm e riem muito alto... Até onde meus braços alcançam? Chegarei a tocar o seu rosto?
Algo está me tirando do conforto. Minhas mãos adormecem embaixo de você.
O céu está claro, sua boca está doce, o dia quente...tudo continua...

Virgilio, Virgilio, Onde Guardas Teu Filho?

Na rua quieta, sopra um vento frio
Onde os passos vagarosamente passam
Nos cantos úmidos e apagados
De uma esperança tão absurda
Onde esconde-se recatado
O pudor da vontade abstrusa.
Sentindo o cheiro de nada
Tocando coisa alguma
Receio e culpa me esperam
No fim da rua.
­­­­-Virgilio, Virgilio, onde guardas teu filho?
No charme de virgem semblante
Esconde-se homem
Na rua quieta sopro eu seu nome
Onde em curtos passos, procuro espaço.
-Marfim, Marfim, por que não olhas pra mim?
Em grandes sonhos
Sussurro e calo
Nos cantos de luxo pago
Só há encanto em Marfim.
Na rua inquieta sopra só o vento frio
-Virgilio, Virgilio, onde guardas teu filho?

(19 Janeiro de 2005)