quinta-feira, 2 de julho de 2015

Noite insone, a dança da madrugada

Essa bebida me anestesia a carne
Mas o resto continua insone
Nem o álcool dilui esse sentimento
Espesso, grotesco e imune
Aos padrões

Entrando noite afora
Me escondo onde nada importa
Um oco, um toco, uma rocha
A flor maldita desabrocha
Na noite

Sem licença, sem pudor, sem dor
Sem nada
Nem roupas, nem nada

O som do medo te afasta
Enquanto embaixo dos meus pêlos
A pele arrepiada
Não se culpa
Nem diz nada
Apenas goza
Farta!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Centelo

Os meus receios
Minhas mãos cheias de dedos
Tão cheio, tão cheio
De flores ópias

O teu cabelo
De brilho dourado
Tal qual centeio
No Prado

Meu pensamento
Sorvendo memórias
Rodopio e por um segundo
Estou embriagado

domingo, 5 de abril de 2015

Nascimento

Madeira, folhas, humos, rocha
Tempo

Meu nascimento
Como coisa pequena
Carbono, célula, energia
Movimento

Sou uma fagulha na existência
Mas minha cabeça uma chama
Inflama de vida
Pensamento